a tristeza e a solitária (um ensaio ficcional)
tão rápido. tão estranho. coloquei a mão em minha testa e senti um fogo vindo de dentro de mim. minhas coxas, meus seios, minha pele. quem poderia ser esta pessoa que me persegue, me encanta, me enalta, me deixa ludibriada e foge para os confins de outro eu... sabe quando tudo serve da mesma maneira que um grande nada. eu acho que sim, eu creio que não. eu não me importo, te quero como cada vez mais quis uma febre, uma paixão, uma chama, um nada, um tapa na cara. me encontro entre eu e o horizonte, e todos aqueles que passaram, e p a s s a r a m, e se foram. os fantasmas asosmbram mas nunca apagam o brilho daquela luz no fim do túnel.
quem sou neste novo eu, quem é este você que tira de mim tudo aquilo que nunca achei que poderia dar. sou uma nova versão de mim, graças à você, tristeza. te dou toda minha vazão, todo meu sentimento, me abro em desespero a ti, em noites quentes e úmidas, me abraço e me recolho em minha condição caótica de viver sempre sozinha. mantras, rezas, noites em vão, café e televisão. me encontro aqui, sempre contigo, vestida solenemente para me acolher. a tristeza é a única que me abraça com o cheiro do colo de mãe. a única que acalenta meus dedos entre minhas pernas sem censura, sem temeridade em me auto-afirmar mulher.
quem sou neste novo eu, quem é este você que tira de mim tudo aquilo que nunca achei que poderia dar. sou uma nova versão de mim, graças à você, tristeza. te dou toda minha vazão, todo meu sentimento, me abro em desespero a ti, em noites quentes e úmidas, me abraço e me recolho em minha condição caótica de viver sempre sozinha. mantras, rezas, noites em vão, café e televisão. me encontro aqui, sempre contigo, vestida solenemente para me acolher. a tristeza é a única que me abraça com o cheiro do colo de mãe. a única que acalenta meus dedos entre minhas pernas sem censura, sem temeridade em me auto-afirmar mulher.